A tradição portuguesa é rica em contos divertidos que já fizeram rir muita gente sisuda ao longo dos séculos. Luísa Ducla Soares reconta-os à sua maneira, acrescentando-lhes novas peripécias e uma dose de humor em Contos para Rir, da Civilização Editora.
O Zé Troca - Tintas é um desses contos e foi o escolhido para a Leitura fora de Portas do mês de Janeiro.
Além da audição atenta (e divertida!) da história, os alunos do 4.º ano comentaram os diferentes episódios e também se empenharam na realização de trabalhos.
A todos, parabéns pelo esforço! Deve, contudo, destacar-se o texto criado pela Ana Jeni Fidalgo, que recorrendo às quadras, tão bem soube recontar as peripécias do Zé Troca-Tintas.
Era um grande trapalhão,
Mas apesar disso
Era um grande brincalhão.
Trocou uma ervilha
Que um homem lhe deu
Por uma galinha
Que logo morreu.
O porco a matou
E troca-tintas o dono acusou
Se não desse o porco
Da polícia lhe falou.
Então levou o porco
E num estábulo parou
Mas foi logo o azar
Que a vaca o porco matou.
Ficou com as tripas de fora
E ele exclamou
Se não me derem a vaca
Do tribunal lhe falou.
O dono deu-lhe a vaca
E mandou-o ir-se embora
A vaca foi contra um caixote
Que ficou com sangue na hora.
Os homens do caixote
Com medo abalaram
E o Zé mais os botões
Com o caixote ficaram.
Com muita força
O caixote ele abriu,
Viu lá um caixão
Com uma velha, e ele sorriu.
Parou numa casa
Para descansar,
E na lareira
A velha foi encostar.
No outro dia
Um escândalo fez
A velha ficou em cinza
E começou tudo outra vez.
Para se vingar
Uma menina levou
E num palacete
Ele a pousou.
A madrinha ouvindo
A menina a chorar
Abriu o saco
E o cão de guarda foi buscar.
Enfiou-o no saco
E o Zé foi-se embora, feliz
Mas quando abriu o saco
Ficou sem o nariz…
Todos o gozaram
E um homem todo torto
Disse-lhe para ir para as obras
Que tinha um bom corpo.
E ele infeliz
Sem nada ficou
E foi pedir esmola
E tudo recomeçou.
Ana Jeni Fidalgo, 4.º ano, turma 24
O Zé Troca - Tintas é um desses contos e foi o escolhido para a Leitura fora de Portas do mês de Janeiro.
Além da audição atenta (e divertida!) da história, os alunos do 4.º ano comentaram os diferentes episódios e também se empenharam na realização de trabalhos.
A todos, parabéns pelo esforço! Deve, contudo, destacar-se o texto criado pela Ana Jeni Fidalgo, que recorrendo às quadras, tão bem soube recontar as peripécias do Zé Troca-Tintas.
O Troca-Tintas
O Zé Troca-TintasEra um grande trapalhão,
Mas apesar disso
Era um grande brincalhão.
Trocou uma ervilha
Que um homem lhe deu
Por uma galinha
Que logo morreu.
O porco a matou
E troca-tintas o dono acusou
Se não desse o porco
Da polícia lhe falou.
Então levou o porco
E num estábulo parou
Mas foi logo o azar
Que a vaca o porco matou.
Ficou com as tripas de fora
E ele exclamou
Se não me derem a vaca
Do tribunal lhe falou.
O dono deu-lhe a vaca
E mandou-o ir-se embora
A vaca foi contra um caixote
Que ficou com sangue na hora.
Os homens do caixote
Com medo abalaram
E o Zé mais os botões
Com o caixote ficaram.
Com muita força
O caixote ele abriu,
Viu lá um caixão
Com uma velha, e ele sorriu.
Parou numa casa
Para descansar,
E na lareira
A velha foi encostar.
No outro dia
Um escândalo fez
A velha ficou em cinza
E começou tudo outra vez.
Para se vingar
Uma menina levou
E num palacete
Ele a pousou.
A madrinha ouvindo
A menina a chorar
Abriu o saco
E o cão de guarda foi buscar.
Enfiou-o no saco
E o Zé foi-se embora, feliz
Mas quando abriu o saco
Ficou sem o nariz…
Todos o gozaram
E um homem todo torto
Disse-lhe para ir para as obras
Que tinha um bom corpo.
E ele infeliz
Sem nada ficou
E foi pedir esmola
E tudo recomeçou.
Ana Jeni Fidalgo, 4.º ano, turma 24